Compaixão ou Resultados? O custo dos conflitos nas organizações

Quanto tempo desperdiçamos em conflitos ao invés de produzir ?

Um estudo internacional realizado em 2008 no Brasil, na Europa e nos Estados Unidos demonstrou que em média, são gastas mais de duas horas por semana e por colaborador em consequência de conflitos organizacionais.

Conflitos de todo tipo comprometem o bem estar individual e coletivo e como consequência, a produtividade despenca. Segundo Éric Albert, médico psiquiatra, consultor e referência das maiores corporações francesas no campo do estresse e do comportamento, a degradação das relações entre colaboradores constitui o primeiro fator de stress nas empresas.

Encontramos nas organizações, um vasto campo para exercitarmos a comunicação compassiva. No mundo atual, pode parecer paradoxal associar compaixão a resultados, principalmente em ambientes de alta competitividade e muita pressão, porque o termo é muitas vezes, confundido com falta de firmeza ou assertividade.

Segundo o Marshall B. Rosenberg, PhD. em Psicologia e autor do livro “Comunicação Não Violenta”, é de nossa natureza gostar de dar e receber de forma compassiva”. Paradoxalmente, somos todos violentos e com frequência, não o reconhecemos porque nossa visão da violência é aquela de matar, espancar e guerrear.

A violência “passiva”, verbal ou não verbal, usada na nossa forma comum de nos comunicar seria mais insidiosa que a violência física. Ela gera raiva e respostas violentas, agressivas, mesmo que sejam de defesa.

Na comunicação compassiva, aprendemos a estabelecer e demonstrar empatia, fazer observações sem julgar, expressar como nos sentimos, o que necessitamos e o que gostaríamos que o outro faça de forma extremamente precisa e objetiva. Julgamentos são geralmente recebidos como críticas e despertam comportamentos defensivos ou agressivos e afastam as possibilidades de um acordo ou entendimento comum.

Um consenso pode ser alcançado muito mais rapidamente se deixamos a nossa mente livre de preconceitos e colocamos a nossa atenção na necessidade que o outro precisa atender e como se sente naquela situação. Após expressarmos a nossa compaixão, pela compreensão do que estamos ouvindo e observando, podemos compartilhar as nossas próprias necessidades e sentimentos, gerando um clima de confiança mútua.

Essa abordagem se origina na Comunicação Não Violenta, um conjunto de técnicas de para transformar padrões de pensamento que conduzem a discussões, raiva e depressão, resolver conflitos e criar relacionamentos interpessoais baseados em respeito mútuo, compaixão e cooperação.
A CNV, como é conhecida, vem sendo disseminada em vários setores da sociedade, inclusive em ambientes corporativos.

É um valioso instrumento cujos os resultados são potencializados quando associados ao Coaching para auxiliar pessoas a se tornarem mais eficazes na sua comunicação e aprimorarem relacionamentos interpessoais, tanto na vida pessoal quanto profissional.

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