Programas de Trainee

Ouvi recentemente que, “cada um dá o que tem” e pensando nisso, resolvi escrever este artigo para dividir com vocês esta experiência que, é quase rotina no nosso dia a dia de consultoria, mas que traz em cada caso uma peculiaridade.

Tenho vivenciado há algum tempo projetos da duodot em avaliação de trainees, jovens profissionais que sabemos serem os que desejam a tão almejada oportunidade de atuar na gestão das empresas.

Neste contexto penso no processo de desenvolvimento que estes programas oferecem e que serão oportunidade de, durante esta trajetória, possibilitar que estes potenciais sejam treinados, lapidados e orientados para caminhar na direção de cargos estratégicos nas organizações.

Muitas vezes temos a oportunidade de nos depararmos com potenciais nestes projetos que podemos afirmar serão ícones nas estratégias das empresas, pois o RH se prepara, estrutura e conduz com afinco as ferramentas, os critérios e estratégias destas seleções.

Mas como fica este potencial promissor quando, ao ingressar na organização, deparam-se com um gestor que não foi desenvolvido para gerir e, infelizmente está recebendo alguém que, apesar de toda orientação e apoio do RH, não sabe como aproveitar além do que ele ou ela tem para dar.

As empresas, muitas delas, ainda vivem esta realidade e muitas vezes as expectativas destes futuros trainees são frustradas o que pode depor contra o trabalho do RH e da Consultoria parceira neste projeto. Temos que ter cuidado!

Todo projeto deve ter, e tem um planejamento e é preciso que todo o trabalho esteja alinhado com os gestores que serão mentores destes talentos, e sabemos disso. Então por que, ainda assim há dificuldade quando o programa se inicia e o trainee vive no dia a dia sua rotina, seus projetos e suas atividades.

É comum ouvirmos destes candidatos que, uma tarefa aparentemente pouco importante não será realizada por um trainee, mas aí está a grande questão! Em alguns momentos o trainee deve ter consciência que terá que realizar uma atividade burocrática ou “desnecessária” e “fora do seu perfil” na sua percepção, porém pode representar grande contribuição e render-lhe frutos no futuro.

O importante é que o sucesso é uma estrada que deve ser trilhada e que exige de quem a trilha constante empenho para que cada atividade, por menor que lhe pareça, seja realizada com sucesso.

Agora lhe pergunto, caro leitor, o que esta geração de trainees, oriunda da geração Y, sedenta pelo saber, pelo novo, por respostas imediatas, acredita ser o sucesso? Está na hora das empresas pensarem um programa de trainee também para o trainee, e não somente para a empresa.

Vamos trabalhar!!

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