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Crise… espera um pouquinho que preciso tomar algumas decisões!

A palavra “crise” vem do grego “krisis”, que significa momento de tomada de decisão que leva a mudanças.

Na nossa cultura falar em crise tem uma carga pejorativa, como se estivéssemos falando de algo ruim. Quase sempre, como tudo, a crise pode ter um lado positivo, pois é uma chance de serem criadas novas oportunidades para inovações e melhorias de desempenho em todas as áreas de nossas vidas.

Em nossa própria história econômica nacional é um exemplo disso. Foram exatamente as crises que motivaram os empreendedores da época a abrir caminhos diferentes e alternativos para o crescimento, quando surgiram as grandes fazendas de café, produto que faz o Brasil ser o maior produtor e exportador mundial. Da mesma maneira também se deu o início da industrialização pesada, que posicionou o Brasil como destaque mundial.

Na área financeira, todas as crises que vivemos, sem exceção, tiveram uma mesma causa: o excesso de liquidez, ou seja, o crescimento da disponibilidade de dinheiro no mercado, geralmente por permissividade da autoridade pública, responsável por administrar os recursos.

Esses movimentos me despertam atenção e curiosidade. A alta capacidade humana de, frente às adversidades, procurar formas diferentes de continuar rumo aos objetivos. Ao mesmo tempo, quando os desafios são driblados e que as “coisas voltam a situação favorável”, somos capazes de esquecer os acontecimentos e relaxar com comportamentos que não deram certo no passado.

Provavelmente você já passou por muitos momentos adversos, em que foi desafiado a pensar “fora da caixa” e a tomar decisões que realmente fizessem diferença em sua vida, tanto profissional como pessoal. Mesmo depois de sofrer e de ter demorado para tomar tais decisões, pouco tempo depois pode perceber que já deveria ter feito o que fez. O receio de fazer diferente dá lugar ao arrependimento de não ter feito antes.

E isso é a primeira coisa que podemos aprender com as crises: elas nos impulsionam, às vezes nos forçam, a fazer o que temos que fazer e que, por alguma razão, estamos procrastinando, “empurrando com a barriga”. Leia mais