“Crise x Oportunidades – Perspectivas para 2016”

No dia 3 de dezembro será realizado, o XLVI Fórum RHDebates – um painel de especialistas que discutirá o tema “Crise x Oportunidades – Perspectivas para 2016” . O RHD pesquisou artigos e opiniões sobre o assunto que domina desde conversas entre amigos até programas de TV, congressos, simpósios e outros, e que serão aqui publicados. O nosso painel ficará a cargo de :

Claudia Marchi – Amil , Robson Castro – Agnis, Suzane Kubrak – Prime

Facilitadora: Claudia Klein – Argumentare

O vendedor de cachorros-quentes

Marcio Zeppelini

Um homem vivia na beira da estrada e vendia cachorros-quentes. Não tinha rádio e, por deficiência de visão, não podia ler jornais. Em compensação, vendia bons cachorros-quentes. Colocou um cartaz na beira da estrada, anunciando a mercadoria, e ficou por ali gritando quando alguém passava: “Olha o cachorro-quente especial!” E as pessoas compravam. Com isso, aumentou os pedidos de pão e salsicha, e acabou construindo uma mercearia. Então, ao telefonar para o filho que morava em outra cidade e contar as novidades, o filho disse:

– “Pai, o senhor não tem ouvido rádio? Não tem lido jornais? Há uma crise muito séria e a situação internacional é perigosíssima!”

Diante disso, o pai pensou:

– “Meu filho estuda na universidade! Ouve rádio e lê jornais… portanto, deve saber o que está dizendo!”
Então, reduziu os pedidos de pão e salsichas, tirou o cartaz da beira da estrada, e não ficou por ali apregoando os seus cachorros-quentes. As vendas caíram do dia para a noite e ele disse ao filho:

– “Você tinha razão, meu filho, a crise é muito séria!”

A crise existe, mas não nos curvemos a ela!

Como diz o ditado mineiro “Todo mundo vê as pingas que eu tomo, mas não sente os tombos que eu levo”. Traduzindo isso para nosso trabalho, é importante avaliar o que são crises e o que são oportunidades. Não dá para fazer nada profissionalmente se não olharmos os dois lados, com parcimônia.

A crise pode ser econômica, social e até cultural. Pode vir de fora para dentro (mercado externo em crise) ou de dentro para fora (um vendedor de cachorros-quentes mal influenciado). E ela é muito mais perigosa quando é de dentro para fora, pois é sinal de falta de expectativa, de esperança.

É a história do copo meio cheio ou meio vazio. O que temos que ter em mente é a realidade: o copo está com metade de sua capacidade. Vamos avaliar a metade vazia de uma forma analítica: POR QUE está pela metade? E o lado meio cheio devemos ver como oportunidade: O QUE FAZEMOS com a metade que resta?
Vamos analisar friamente, sem preconceitos ou desesperanças, o lado vazio do copo: o que posso fazer para enche-lo novamente? Porque o líquido se esvaiu?
Ahh… E vambora comemorar a metade cheia?

Marcio Zeppelini – Presidente do Instituto Filantropia, Produtor editorial, jornalista e empreendedor, é editor da Revista Filantropia e diretor executivo da Zeppelini Editorial. idealizou a Diálogo Social, a Diálogo Digital e a Rádio Tom Social. É palestrante motivacional e de temas relacionados a Comunicação, Desenvolvimento Pessoal, Terceiro Setor e Sustentabilidade (publicado no site http://www.institutofilantropia.org.br)

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